Vitupério e Afrontas

Cuspiram nele e, tirando-lhe a vara, batiam-lhe com ela na cabeça. Mateus 27:30

Jesus veio ao mundo para salvar a humanidade dos pecados e da condenação do fogo do inferno. Nascido de uma virgem, em pureza e santidade, filho de Deus, judeu da tribo de Judá, filho de José, descendência de Davi, rei dos Judeus.

Cumprindo seu ministério, curando enfermos e libertando cativos; após três anos foi acusado pelo sumo sacerdote, levado a Pilatos, depois a Herodes e novamente a Pilatos. Foi condenado pelos religiosos, e pela cultura, julgado e sentenciado a morte pelo sistema Romano. Ao lado de dois ladrões foi crucificado e morreu.

Esse breve relato da vida e morte de Jesus Cristo. Causa em nós devoção.

Contudo, há aqueles que não creem dessa maneira. Que pensam que Cristo é uma lenda, uma fantasia, um mito, ou acreditam em apenas uma parte dos fatos e lhes atribuem pouca importância.

Eles acreditam em tantas coisas que lhes convém, mas de Deus requerem uma prova cabal. E tudo que não é assim, tratam com ignomínia, escárnio e maledicência. E os que lhe são contrários dizem que são populacho, ignaros e analfabetos.

Para a descrença deles, nossa resposta é a fé – inversamente proporcional ao tamanho de sua incredulidade. Esta é a nossa batalha espiritual, psicológica e doutrinária.

Tudo o que sabem é que não há Deus. E tudo o que não sabem é que o Deus vivo lhes ama. A nós, cabe o esforçar-se em demonstrar esse amor – a prova cabal.

É sabido que a vontade deles é de humilhar, vituperar, agredir, e cuspir em nossa face. Afim de confrontar o cristianismo usam, ardilosamente, o que de mais inescrupuloso e sórdido aprenderam em suas culturas.

Demonstram o desprezo e repúdio aos dogmas da Igreja da maneira mais vil e grotesca possível; de tal maneira que em determinados âmbitos de nossa sociedade seria algo considerado inapropriado, inaceitável, e até inimaginável, mas que é acolhida de modo amplo e normal no público, no universo virtual e no senso comum.

O flagelo imposto a Cristo pelos soldados romanos no passado, hoje é feito por alguns cientistas, intelectuais, humanistas, acadêmicos; e de uma maneira em geral, por pessoas que apoiam suas vãs filosofias. Suas literaturas e artigos fazem, intelectualmente, a Deus o que fisicamente fizeram os soldados a Jesus.

Entretanto, essa foi a maneira que Deus permitiu que acontecesse ao seu filho para mostrar à humanidade seu amor e que Ele não se incomoda com a afronta e o escárnio, desde que cumpra a sua obra.

Ressuscitou ao terceiro dia, enviou seu Espírito consolador, está à destra de Deus Pai e voltará para buscar todo aquele que crê em seu nome, tantos vivos, quanto os que dormem no Senhor.

Embora eu saiba que os sentimentos diante de uma afronta sejam diversos, acredito que, para os dias de hoje, devemos seguir o exemplo que nos foi deixado no cânon sagrado, a mansidão. Acabar nossa carreira e guardar a fé, esperando a glória de Deus.

Pode parecer pouco. Pode parecer covarde. Mas essa é a nossa a fé – esse é o fruto do Espirito Santo. Porque assim como o cuspir na face é o símbolo do desprezo. A cruz vazia é o símbolo do perdão.

Creiamos que Deus em sua infinita sabedoria há de, gentilmente, tratar com cada uma dessas pessoas. E que nós continuemos unânimes na oração, no partir do pão e na comunhão.

E mesmo assim se algum irmão esbravejar, conclamar a cortar orelhas e oferecer orações para cair fogo e consumir incrédulos. Responderemos tal Cristo:

“Vós não sabeis de que espírito sois.
Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las”
Lucas 9:55,56

E se isto não basta. A sua graça nos basta! Porque o seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza. Para que em nós habite o poder de Cristo. Por isso sintamos prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Maranata, ora vem SENHOR Jesus.

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