Jesus e seus amigos

O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.
Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome (João 15:12-16).

Em um mundo inundado de realitisvo, a Bíblia é única em sua clareza e autoridade. Onde muitos vêem cinza, a Palavra de Deus fala em termos de preto e branco. A Bíblia é absoluta, definitiva, provocante, não está preocupada com o politicamente correto e, portanto, não tem medo de enfrentar as pessoas com a realidade de sua condição. Como resultado, as Escrituras marcam um contraste entre aqueles que são salvos e os que estão perdidos, entre aqueles que estão com Jesus e aqueles que estão contra Ele, entre as pessoas do mundo e aqueles que não são do mundo, entre os quais são filhos de Deus e os que são filhos do diabo, entre os que pertencem ao reino do Filho amado de Deus e aqueles que pertencem ao reino de Satanás, o reino das trevas. Nesta passagem, Jesus introduz outro aspecto deste contraste: entre aqueles que são amigos de Jesus e os que são amigos do mundo. A amizade com Jesus é uma relação íntima com Deus e traz “alegria indizível e gloriosa”. Além disso, “a amizade do mundo é inimizade contra Deus”. Então, “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” e está sujeito à Sua ira.

A Bíblia dá muitos nomes e títulos para os que conhecem e amam o Senhor Jesus Cristo. Tais títulos incluem: os crentes, amados de Deus, chamados, filhos de Deus, filhos da luz, filhos da ressurreição, cristãos, discípulos, escolhidos, piedosos, herdeiros de Deus, herdeiros segundo a promessa, herdeiros da salvação, justos, luz do mundo, pedras vivas, membros do corpo de Cristo, o povo de Deus, geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, propriedade de Deus, o sal da terra, escravos de Cristo, escravos da justiça, vasos para honra, vasos de misericórdia, Santos. Mas, amigo captura um aspecto único de comunhão com o Senhor.

Esta breve passagem revela quatro características dos amigos de Jesus: Eles são aqueles que amam um ao outro, O obedecem, conhecem a verdade divina e foram especialmente escolhidos pelo Senhor.

Neste texto veremos apenas a primeira característica.

  1. OS AMIGOS DE JESUS AMAM UNS AOS OUTROS

O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei.
Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos
(João 15:12,13).

Foi à segunda vez no cenáculo na mesma noite, que Jesus deu a seus seguidores o mandamento de amar uns aos outros. O amor é o cumprimento dos mandamentos que Jesus referiu-se em João 15.10. Paulo expressou o mesmo princípio para os cristãos de Roma:

Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei. Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “não matarás”, “não furtarás”, “não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei (Romanos 13:8-10).

Apenas aqueles que permanecem n’Ele tem a capacidade de amar como Jesus amava. No novo nascimento, “o amor de Deus foi derramado no seu coração pelo Espírito Santo que lhe foi dado” (Rm 5:5). O que Paulo escreveu para os Tessalonicenses é válido para todos os cristãos: “Mas a respeito de amor fraternal não tendes necessidade de que eu escrevo, porque vós mesmos sois instruídos por Deus a amar uns aos outros” (1 Tess. 4:9). O amor para os outros crentes caracteriza o redimido, como João repetidamente enfatiza em sua primeira epístola:

Quem afirma estar na luz, mas odeia seu irmão, continua nas trevas.


Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram. 1 João 2:9-11

Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus; e também quem não ama seu irmão. 1 João 3:10

Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem vida eterna em si mesmo. 1 João 3:14,15

Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 1 João 4:7,8

Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 1 João 4:20.

O padrão mais elevado de amor entre os crentes foi criado nas palavras de Jesus: “Como eu amei”. Eles devem amar uns aos outros como o Senhor Jesus Cristo os amou. É claro que isso não significa que os crentes podem amar sem limites ou de maneira perfeita. Mas devemos fazer como o Senhor que amou sacrificialmente. Em Efésios 5:2 Paulo escreveu: “E andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. O amor entre os crentes é marcado por uma devoção abnegada para atender as necessidades do outro; não é apenas sentir as necessidades, mas, agir em prol do irmão. De fato, o amor de Cristo pelos outros é a apologética mais poderosa da igreja para o mundo incrédulo (João. 13:35).

A morte do Senhor, que aconteceria em algumas horas depois dessa narrativa, foi a prova suprema do seu amor, como ele indica em sua declaração “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”. Jesus não morreu por Ele, Ele morreu para que os outros pudessem viver. Em Romanos 5: 6-8 Paulo escreveu:

De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Romanos 5:6-8

Em um comunicado maravilhosamente conciso de apenas quinze palavras no texto grego, Paulo resumiu a expiação substitutiva de Cristo para os crentes: Deus tornou pecado por nós àquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21. Pedro lembrou-se aos crentes: “Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito,”(1 Pedro 3:18). Ecoando as palavras do Senhor nesta passagem, João escreveu: Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. 1 João 3:16. Em seguida, o apóstolo expressa as implicações práticas desta verdade: “Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.


1 João 3:17,18. Os amigos de Jesus mostram o seu amor um pelo outro, atendendo com humildade as necessidades do outro.

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