Experiências

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. Heb. 11:06

… A indagação feita a pouco parece que os emudecera. O silencio que agora pairava era anormal; podíamos senti-los acuados. O tribunal para condena-los fora cuidadosamente escolhido e a sentença contrária parecia inevitável.

Olhos estatelados, fixos, fitando a multidão. Eram nítidos os lábios trêmulos e o rubor em suas faces …
Quando passamos por dificuldades e incertezas é normal sentirmos medo, desconfiança, resignação etc. Também é normal buscarmos refúgio, guarida, proteção. É quase que uma dicotomia, por assim dizer.

Ao observarmos o cristianismo, evidenciamos de uma maneira constante essa relação. Na qual os desafios que causam emoções disfóricas são aplacados pela benignidade e bondade de um Deus pai, todo poderoso.

Essa relação não pode ser percebida se não houver um firme fundamento das coisas que se esperam e a prova daquilo que não se vê. E isso não é fácil, nem flui naturalmente. Digamos que se faz necessário um exercício. O exercício da fé.

Disto podemos concluir que as experiências que temos com Deus nos levam a crer ainda mais em seu cuidado e que para termos experiências é mister que hajam provações, desafios, medo desconfiança etc. E o contrário é verdadeiro; sem experiências – sem fé.

O salmista diz o meu socorro vem do SENHOR que fez os céus e a terra. Este é um exemplo claro do que acabo de afirmar. Sem perseguição não há necessidade de socorro, contudo ao ser perseguido ele exalta que o socorro é imediato da parte de Deus, porque ele já testemunhou este acontecimento em sua vida uma porção de vezes e ainda que não vê, sabe e crê que é verdadeiro.

Se buscarmos exercitar nossa mente nesta perspectiva, lembrando de tudo que nos fora concedido da parte de Deus, estaremos fortalecendo nossa fé e transformando nosso mundo por essa renovação da mente.

A fé não foi concebida para desafiar nada, nem ninguém; sejam principados, potestades, legiões, anjos, homens ou demônios. Tampouco é uma ferramenta para acúmulo de riquezas e bens materiais ou imunidade a quaisquer síndromes e doenças.

Pelo contrário, ela surge como a resposta a todas essas coisas. Como a mulher do fluxo de sangue, que tocou a orla das vestes de Jesus. Ela usa de fé para reconhecer que Jesus era o SANTO de Israel, o MESSIAS que havia de vir. Na lei mosaica ela era uma mulher impura (Lev. 15) e sabendo disso não poderia tocar nada santo, nem a orla das vestes do SANTO de ISRAEL, mas tocou porque creu no filho de Deus. Assim como quem tocasse o altar seria santificado, o imundo toca o santo para obter a cura e torna-se santo também. Sua experiência com Deus é registrada e seu exercício de fé a conduz para a salvação.

Por isso que as experiências que passamos hoje nos serve, ou deveria servir, de alicerce para nosso relacionamento com Deus e daí com o próximo. Afim de estarmos mais seguros e maduros; crentes praticantes do evangelho puro e simples.

… de repente foram cheios do Espirito Santo e bradaram:

“Autoridades e líderes do povo! Visto que hoje somos chamados para prestar contas de um ato de bondade em favor de um aleijado, sendo interrogados acerca de como ele foi curado, saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores. Este Jesus é “a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular. ” Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”.

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