Confia e Espera

Elas conheciam cada palmo daquela terra, afinal de contas o Pai lhes havia encarregado desde cedo da manutenção e serviço daquela porção de terra. Não era muito grande mas lhes agradava saber que as sementes, ali plantadas, geravam árvores e frutos.

Não era uma tarefa fácil, o clima era muito instável e em diversas partes o solo era petrificado, muitas vezes era necessário volver e arar a terra para obter alguma qualidade; além disso as ervas daninhas deviam ser sempre retiradas. Porque sabiam, pela experiência em outras terras, que se não o fizessem era impossível produzir. Trabalho árduo e contínuo.

O nome de uma, Esperança e a outra fora chamada Confiança e carinhosamente apelidavam-se de Espera e Confia. Filhas, irmãs e companheiras; para ajudar, ali, o seu pai a tornar a sua propriedade uma terra boa e esta, elas chamavam de Rancho Coração.

Certa feita, o Pai ausentou-se por dias, e coube a elas, sozinhas, zelarem do rancho até sua volta. E seria aquele, outro dia de rotinas, exceto pelo incidente ocorrido. Era tarde da noite e tinham ficado trabalhando além de seu limite e as horas já haviam passado quando salteadores invadiram Coração. Saquearam o que podiam e arruinaram o que não era possível arrancar e na fuga feriram Confiança, Esperança ficou abalada, e sentindo a ausência do pai.

Confiança, fragilizada e agonizante, sente suas forças esvair-se. Esperança ao ver sua preciosa irmã Confiança ferida, quase morta; começa a gritar por ela – Confia! Confia! Ao que a sua irmã respondia Espera, Vai dar tudo certo! Espera, tudo vai ficar bem; na tentativa de acalmar sua irmã, mas sabia que o desespero tomara conta daquele lugar e só o Pai lhes poderia ajudar. Mas não podia vê-lo e apenas tinham uma promessa de seu breve retorno; que naquele momento já parecia ser como milênios. Onde ele estava?

Esperança parece incrédula vendo Confiança, sua irmã, ali, diminuta, pequena, irreconhecível e já quase inexistente:
– Confia, minha irmã! Aguenta firme, o Pai já vem! Brada Esperança, convicta de que em um poucochinho de tempo e ela seria salva:
– Espera, Espera, Espera, E-s-p-e-r-a. Sussurra Confiança!

Então, um clarão é avistado por elas e um som forte como de muitas águas é ouvido. O Pai cavalgando ao seu encontro, os salteadores manietados, subjugados a sua mão. Ele, trazendo tudo o que fora saqueado. O seu despojo.

Em um rompante Ele as toma em seus braços e cavalgando velozmente, como que saltando até mesmo os montes, as leva para casa! E é como se elas o encontrassem nas nuvens.
Em casa, já não existe dor nem pranto, aquelas primeiras coisas foram passadas e feridas foram saradas. O pai, então, enxuga dos olhos delas a última lágrima, não com lenços de papel, mas com sua atitude e sua alegria.

Coração está a salvo, começam as celebrações, um banquete é servido e só amor permanece no rancho Coração.

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus. Apocalipse 22:20.

Maquinalmente, as vezes, como soldados que marcham no quartel; temos nosso pensamento levado a questões temporais e essencialmente humanas. Hoje somos politizados, partidaristas, classificadores e categorizadores. Denunciamos o óbvio, alertamos sobre o que já é sabido e tememos a aparência de poder e não o Todo-Poderoso.

Irmãos, que a verdade seja dita, não são partidos, jornalistas, políticos, sistemas financeiros ou ícones midiáticos e mundiais que vão definir nosso futuro. Ele já está traçado! Essas coisas apenas nos perturbam, nos roubam a paz e nos deixa inseguros.

Se determinado líder será a representação do mal? Se a marca da abominação será um chip? Não importa. E digo isso, não para suscitar e fomentar alienação, ou banalização do cotidiano, mas porque o que tenho por certo é que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Nem o presente? Não! Nem o porvir? Não! Nem o porvir. O amor de Deus está para nós como a alma está para o Espírito.

E este amor que nos foi ofertado, e não pode ser tirado, será consumado em sua vinda. Porque ele vem nos buscar! Como diz o hinário – Já refulge a glória eterna de Jesus, o rei dos reis, breve os reinos deste mundo seguirão as suas leis! Os sinais da sua vinda mais se mostram cada vez, vencendo vem Jesus!

Mas muitos, insistem na propagação e ampla divulgação da teoria do caos! Este exagero pode causar um maleficio considerável em nosso equilíbrio psicológico e até mesmo prejudicar nosso julgamento.

Entretanto, quero mais uma vez conclamar lhes a ouvir o que o mestre diz:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” João 14:1-3

Se tudo neste mundo parece arruinado e perdido, governos falidos, esperança diluída e confiança inexistente! Pode ser que enfim tenha chegado o Maranata, o momento de o encontrar. Glórias a Deus nas Alturas!

Deixe um Comentário

Digite o texto e Pressione Enter para pesquisar no Site